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Revista Trip

Petra Costa e a política pelas lentes do feminino

“Comecei o filme em março de 2016, quando surgiram as grandes manifestações – primeiro a favor e, depois, contra o impeachment. Acho que este está sendo o momento histórico mais forte que vivi, desde a eleição de 1989. Coisas que estavam fermentando explodiram em 2016 e as contradições sociais ficaram muito evidentes. Foi o momento em que me conectei com tudo isso e tive um impulso de ir às ruas filmar. Achei muito forte acompanhar todo esse processo, que parecia ter sido escrito por um roteirista ‘thrilleresco’, e, sem dúvida, revelou muitas coisas sobre a sociedade brasileira. Os conflitos de classe que estavam enterrados ficaram evidentes e ódios antigos ressurgiram. Fiz o filme também porque eu e a democracia [brasileira] temos a mesma idade e pensava que nos nossos 30 e poucos anos estaríamos pisando em terra firme. Ele surge da vertigem constante dos últimos mil dias”, conta Petra.

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