"> Petra Costa na lista de “10 documentaristas para assistir em 2019” – Petra Costa

Voltar
Variety

Petra Costa na lista de “10 documentaristas para assistir em 2019”

Por Anna Tingley

Como todos os documentários de Petra Costa, “Democracia em Vertigem” é sobre trauma. No entanto, ao contrário dos dois primeiros — “Olhos de Ressaca” e “Elena”, que contam as histórias íntimas de seus avós e de sua irmã, respectivamente —, seu novo projeto retrata a agitação política que começou no Brasil em 2016. Depois de voltar para seu país no meio de uma grande crise política, Petra passou três anos perfilando personalidades políticas e delineando a tumultuada história da nação. “Este filme tem a ver com trauma — de perder seu país, seus sonhos e o que você acha que seu país seria e seu futuro seria, e como você lida com essa dor”, diz Petra.

“Acho que o primeiro passo é recontar o que aconteceu”. Petra também inseriu suas próprias experiências de vida no filme, mostrando como a desintegração da democracia no Brasil a fere e também à sua família. A democracia do país sul-americano tinha 35 anos — a mesma idade de Petra — quando começou a se desintegrar, em 2016, tornando sua agitação muito mais deprimente para a jovem cineasta. “Foi uma jornada pessoal quando vi meu país cair em desordem, e vejo tantas democracias em todo o mundo passando por crises semelhantes”, diz. “O ponto de inflexão foi ver a sociedade brasileira viver o momento histórico mais importante que já testemunhei e tentar entender o que levou a essa tragédia épica que se desdobrou diante de meus olhos.”

Ao longo do filme, que estreou no Festival Sundance e é produzido pelo Netflix, histórias pessoais sobre seus pais radicais se somam a entrevistas com figuras como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O produto final reflete uma intersecção entre o pessoal e o político, tema que, segundo Petra, percorre toda sua obra. “Espero que inspire as pessoas a se comprometer com a democracia de uma forma realmente profunda. O que você precisa reter é que é responsabilidade de cada pessoa que a democracia sobreviva”.

Visitar publicação original